Todo mundo é chamado à santidade
Santidade não é só para padres e religiosas. Vale para quem estuda, trabalha, namora ou cuida da família.
"chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade"Lumen Gentium 40
De 1962 a 1965, os bispos do mundo inteiro se reuniram em Roma para renovar a forma de anunciar o Evangelho. Foi ali que a Igreja reforçou: todo batizado é chamado à santidade e à missão.
O mundo tinha mudado depressa, e a fé já não passava de pai para filho quase automaticamente.
Depois de duas guerras mundiais, a vida ficou mais urbana, as migrações cresceram e a cultura de massa chegou às casas. Na Europa, a prática religiosa já caía. O próprio Concílio reconheceu que multidões se afastavam da religião e colocou o ateísmo "entre os factos mais graves do tempo actual" (Gaudium et Spes 19).
Em vez de se fechar, a Igreja escolheu investigar os sinais dos tempos e responder a eles à luz do Evangelho. A palavra que ficou desse espírito foi aggiornamento: atualização.
O papa surpreende ao convocar os bispos do mundo inteiro.
Na Basílica de São Pedro, João XXIII propõe anunciar a fé de sempre em linguagem adequada ao nosso tempo.
João XXIII morre, e o novo papa decide continuar o trabalho.
A Sacrosanctum Concilium trata da liturgia.
A Lumen Gentium fala do chamado de todos à santidade e dos carismas.
Saem a Dei Verbum e a Apostolicam Actuositatem.
Saem a Gaudium et Spes, a Ad Gentes e a Dignitatis Humanae.
Terminam as quatro sessões, com 16 documentos aprovados.
Oito ideias que ajudam a entender a Igreja de hoje, com as palavras dos próprios documentos.
Santidade não é só para padres e religiosas. Vale para quem estuda, trabalha, namora ou cuida da família.
"chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade"Lumen Gentium 40
O leigo não é espectador. A missão nasce do batismo e chega onde a pessoa vive: casa, escola, trabalho.
"a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado"Apostolicam Actuositatem 2
Os dons não são exclusividade de alguns. Dos mais simples aos mais elevados, servem ao bem de toda a Igreja.
"muito acomodados e úteis às necessidades da Igreja"Lumen Gentium 12
A liturgia passou a pedir mais envolvimento dos fiéis e abriu mais espaço para a língua de cada povo.
"plena, consciente e activa participação"Sacrosanctum Concilium 14
O Concílio pediu que os fiéis tivessem acesso à Escritura e a lessem com frequência.
"a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo"Dei Verbum 25
Missão não é tarefa de um departamento. Faz parte da identidade de toda a Igreja.
"A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária"Ad Gentes 2
A Igreja se colocou ao lado das pessoas do seu tempo, especialmente dos pobres e de quem sofre.
"As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje"Gaudium et Spes 1
A liberdade religiosa foi reconhecida: a adesão à fé precisa ser livre.
"a verdade não se impõe de outro modo senão pela sua própria força"Dignitatis Humanae 1
O Concílio não fundou os movimentos. Alguns já existiam, outros vieram depois. O que ele fez foi dar base para que esses carismas crescessem dentro da Igreja.
As ligações abaixo são uma leitura deste portal para ajudar a entender cada carisma. Não são definições oficiais dos movimentos nem da Igreja.
O Concílio ensina que os carismas devem ser recebidos com gratidão, mas também discernidos pelos pastores (Lumen Gentium 12). Em 2016, a carta Iuvenescit Ecclesia voltou ao tema e tratou os dons hierárquicos e carismáticos como coessenciais para a vida da Igreja.
Na prática, os movimentos enriquecem a paróquia e caminham em comunhão com os bispos. Um não substitui o outro.
Foi a assembleia dos bispos católicos do mundo inteiro, realizada em Roma de 1962 a 1965. Ela aprovou 16 documentos sobre a Igreja, a liturgia, a Palavra de Deus, os leigos, a missão e a relação com o mundo atual.
Não. Alguns movimentos já existiam antes dele, e outros surgiram depois. O Concílio deu base a esse florescimento ao ensinar sobre o chamado de todos à santidade, a missão dos leigos e os carismas.
São dons do Espírito Santo, simples ou extraordinários, dados para o bem de toda a Igreja. Segundo a Lumen Gentium 12, cabe aos pastores ajudar a discernir esses dons.